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quarta-feira, 23 de março de 2011

34. Lápide de D. Vicente Ferrer da Rocha, 2º Bispo Albicastrense


Leitura:
OSEGUNDOBPO
DECASTELLO B
DAORDEM[.....]
GADORES[...]
[...............]
DO[.......]
CEOA25AGOSTO

Interpretação: O segundo bispo de Castelo Branco da ordem dos Pregadores, ..... faleceu no dia 25 de Agosto
O campo epigráfico está particularmente gasto mas nas letras que se conseguem ver, concluímos que são capitais romanas e o texto está justificado.
Trata-se da lápide do segundo bispo albicastrense, D. Frei Vicente Ferrer da Rocha, nascido em Lisboa, na freguesia de Santos o Velho a 5 de Abril de 1737 e faleceu em Castelo Branco no dia 25 de Agosto resultado de uma trombose que lhe apareceu no dia 22 do mesmo mês.
Esta lápide encontra-se no Museu de Francisco Tavares Proença Júnior de Castelo Branco

quarta-feira, 16 de março de 2011

33. Lápide armoriada de Bispo Albicastrense

Lápide do primeiro Bispo de Castelo Branco, Frei José de Jesus Maria Caetano. Faleceu em Castelo Branco no dia 13 de Julho de 1782, sendo sepultado no claustro do Convento de S. António dos Capuchos. A lápide primitivamente estava no piso, sendo arrancada do mesmo pelos militares e colocada na parede do mesmo claustro. Possui inscrição muito sumida a precisar de ser analisada à luz rasante, pelo que me abstenho de dar qualquer leitura.

terça-feira, 15 de março de 2011

32. Paço Episcopal de Castelo Branco


No portão monumental do antigo Paço Episcopal albicastrense existe uma inscrição a todos os níveis notável. Desde o ponto de vista estético, ao trabalho apurado e complicado do ordinator para escrever tanta coisa em tão pouco espaço, acabando na carga informativa que nos oferece.

Leitura:
DONODENRAFODEDOSANCHODENRACONDEO
DEMIRABISPOQFOIDEVISEV.SENDOODA
GVARDA.MANDOV.FAZER.ESTESPASSOS
QSECOMESARÃOEM.MAIO.
DE96.E.SEACABARAOANNODE1598

Interpretação: D. Nuno de Noronha, filho de D. Sancho de Noronha Conde de Odemira, que já foi Bispo de Viseu e sendo actualmente o da Guarda, mandou fazer este Paço que se começou a construir em Maio de 1596 e se acabou no ano de 1598.

(Fotografia de António José Veríssimo Teixeira Bispo)




sexta-feira, 11 de março de 2011

31. Lápide da família Fonseca de Castelo Branco


Lápide colocada no carneiro nas traseiras do altar-mor da igreja da Graça em Castelo Branco, onde actualmente funciona a Misericórdia albicastrense. Foi aí colocada em 1784 por causa de umas obras que se fizeram na igreja, para proteger e assinalar a propriedade do carneiro.


Leitura:
.D.O.M.
FRANCISCO,ET PER=
PETVAE,PARENTIBVS
VENERANDIS,SI=
BI,ET MICIAEVXO=
RI CHARISSIMAE,
FILIISAMANTIS=
SIMIS,ET EORIV POS=
TERITATI,NECNON
FRATRIBVS PIIS=
SIMIS,DIDACVSA=
FONSECA EX ANTI=
QVA FONSECARVFA=
MILIA PERFVICTIS CV=
RIAEMVNRIBVS REGII
PALATIISENATOR,RE=
GIBVS PORTVGALLIAE
SEBASTIANO,HENRI
CO,PHILIPPIS.I.ET.II.
CCONSILIIS.P.C.

Interpretação: A Deus todo poderoso para seus venerandos pais, Francisco e Perpétua, para si e para Mécia, sua carissima esposa, para seus amantissimos filhos e descendentes deles, e ainda para seus mui piedosos irmãos, Diogo da Fonseca da antiga família dos Fonsecas, conselheiro do paço real com funções na côrte, sendo reis de Portugal, Sebastião, Henrique e Filipes I e II, mandou (erguer este mausoléu) a expensas suas.(Seg. José Lopes Dias)

Possui nexos sublinhados.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

30. Um fragmento de Santa Maria do Castelo (Castelo Branco)

Abstenho-me de propor qualquer tipo de leitura para estas lápides estropiadas. Notam-se letras, pode ter-se a sensação de alguma palavra. Deixo à imaginação de quem por aqui passa

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

29. Inscrição perdida de Castelo Branco



Mário Barroca dá-nos esta sua descoberta no seu monumental livro sobre epigrafia portuguesa medieval.
Mais uma inscrição perdida, apenas referenciada pela atenção deste Professor. Gostariamos um dia de a rever, mas deve ser impossível. Não deve haver cidade mais dada a destruições que Castelo Branco.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

28. Inscrição enigmática do Castelo de Monsanto da Beira

Ao lado da porta do castelo de Monsanto da Beira, gravada num silhar, aparece esta enigmática inscrição com caracteres que são aparentados ao alfabeto moçárabe. Para ser sincero não consigo decifrar nada. Haverá alguém que o consiga? Era por certo uma boa notícia. Aguardo...

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

27- Sepultura de Florença Rodrigues em Santa Maria do Castelo (Castelo Branco)

No piso da igreja de Santa Maria do Castelo na cidade albicastrense, encontra-se esta lápide funerária de uma mulher de seu nome Florença Rodrigues.

Leitura:
S.
DE FLORE
NCA.RO
IZ.E.SE
VS.ER[DE]
IROS

Interpretação: Sepultura de Florença Rodrigues e de seus herdeiros.

As palavras em nexo estão sublinhadas.

sábado, 11 de dezembro de 2010

26. Inscrição na Rua dos Ferreiros (Castelo Branco)

Inscrição presente num lintél de uma porta na Rua dos Ferreiros em Castelo Branco.

Leitura:
.I.H.S.
:DEVS.ENMINAGVDA:
:ENTENDA:1574:
Interpretação: Iesus Hominum Salvator. Deus em minha ajuda. Entenda. 1574 ( Tenho muitas dúvidas nesta interpretação, mas parece ser lógica)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

25. Três lápides em louvor de Nossa Senhora da Conceição em Castelo Branco





Em Castelo Branco existem três lápides, quase identicas (as diferenças são ao nivel da escrita e não do conteúdo), mandadas fazer por D. João IV para publicitar o louvor a Nossa Senhora da Conceição. Estão presentes uma no inicio da Rua de Santa Maria do lado do Espírito Santo (em muito mau estado de conservação), uma outra ao início da Rua dos Ferreiros(?) e finalmente a peça que documento que está incrustada na fachada da antiga "domus municipalis". Esta composição foi feita por Frei António das Chagas e aprovada pelo rei.
Leitura:
AETERNIT.SACR.IMMACVLATISSIM
AE CONCEPTIONI MARIAE IOAN.IV POR
TVGALL.REX.VNACVM GENERAL.COM
ITISSE.ETREGNASVA.SVBANNVOCE
NVSTRIBVTARIA PVBLICE VOVIT.AT
QVE DEIPARAMINIMPERII TVTELAR EM
ELECTA MALABEORIGINALIPRAESERV
ATAI PERPETVO DEFENSVR VIVRAMIEN
TO FIRMAVIT.VIVERETVTPIETAS L
VSITAN.HOC VIVO LAPIDE MEMORIA
LEPERENNE.EXARARIIVSSIT.ANN.C
HRISTIM.DC.XL.VI.IMPERIIS VIVI.

Interpretação: À eternidade sagrada da Imaculada Conceição de Maria - D. João IV, rei de Portugal, juntamente com as Cortes se votou tributário por si e pelos seus reinos com um censo anual e jurou defender perpetuamente a Imaculada Conceição da Mãe de Deus eleita para protectora do seu reino. Como lembrança da piedade lusitana ordenou que isto se exarasse nesta lápide viva, para eterna memória, ano de Cristo de 1646 e 6º do seu reinado.

Como sempre as letras sublinhados estão em nexo.